16.3.15

House of Cards - Terceira Temporada

(2015, de Beau Willimon)


★★★

Atenção: este texto pode conter spoilers.

"House of Cards" perdeu boa parte de sua força em 2015 por não conseguir concorrer com a realidade da política brasileira. Convenhamos, aquele impeachment safado no final da segunda temporada não teve metade da sanguinolência demonstrada nos debates políticos daqui. Abra seu Facebook agora e comprove.

24.2.15

Arquivo X - Sétima Temporada

("The X-Files", 1999-2000, de Chris Carter)


★★★

Leia sobre a temporada anterior aqui.

A sétima temporada de "Arquivo X", marcada pela virada do milênio, foi onde tudo desandou de vez. Conflitos de egos, relatos de brigas entre David Duchovny e Gillian Anderson, esgotamento de temas, enfraquecimento da mitologia e uma sensação de que todos estavam tão de saco cheio que resolveram aproveitar o fim da festa para chutar o balde de vez. Os astros até ganharam um episódio cada para escrever, dirigir e desenvolver novos talentos, enquanto os capítulos isolados continuaram dependendo da criatividade de Vince Gilligan para brilhar.

20.2.15

Top Oscar 2015

Este top é uma homenagem à metalinguagem de "Birdman (ou qualquer que seja aquele subtítulo pretensioso)" e à sua crítica ácida ao recalque dos críticos, ao mundo moderno das redes sociais e a tudo mais que ele tenta atingir em nome da arte. A propósito: não se esqueça de participar do Bolão Oficial do Oscar e de clicar em "Play with friends" para concorrer com seus amiguinhos de Facebook.

9.2.15

House of Cards - Segunda Temporada

(2014, de Beau Willimon)


★★★

Atenção: este texto pode conter spoilers.

A primeira temporada já dava algumas pistas, mas é no começo da segunda que fica tudo evidente: "House of Cards" tenta ser inteligente mas não quer perder contato com o espectador médio, aquele que não entende muito bem todo o jogo político mas acha o máximo as piscadelas que o Frank Underwood (Kevin Spacey) dá para a câmera.

19.1.15

Electric Boogaloo: The Wild, Untold Story of Cannon Films

(2014, Dir.: Mark Hartley)


★★★★★

Para quem cresceu nos anos 80 e se apaixonou pela arte cinematográfica frequentando locadoras de VHS, a Cannon Films era mais importante do que qualquer nouvelle vague. A companhia criada pelos primos israelenses Menahem Golan e Yoram Globus era sinônimo de filmes exploitation com muitos tiros, peitos, roundhouse kicks, sangue, peitos, pancadaria, humor, peitos e cópias descaradas e de baixo orçamento de grandes sucessos hollywoodianos. Lançado em VHS por aqui pela saudosa América Vídeo, o catálogo da Cannon foi o mais próximo que eu, nascido no interior de São Paulo no final dos anos 70, tive do padrão Grindhouse de cinema.

15.1.15

The Walking Dead - Terceira Temporada

(2012, de Glen Mazzara)


★★★

Recapitulando: "The Walking Dead" começou com um piloto muito bom mas depois caiu bastante enquanto seus personagens procuravam um sentido na vida em uma Atlanta infestada de zumbis.

14.1.15

Hannibal - Segunda Temporada

(2014, de Bryan Fuller)


★★★★★

A segunda temporada de "Hannibal" supera a primeira em todos os sentidos, principalmente ao dar mais peso para Will Graham (Hugh Dancy). Se antes ele era uma espécie de Thiago Silva (2014), o capitão desequilibrado diante de uma pressão absurda, agora que está preso, traído e desacreditado, Will é um Romário (1994) chamando para si a responsabilidade da partida, de cabeça erguida como só os grandes craques são capazes de fazer. O novo Will sabe manipular, ironizar e sabe que, para encarar Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen), ele vai ter que jogar com outras regras.

30.12.14

23.12.14

Retrospectiva 2014: Séries do Ano

Não tive paciência para calcular a carga horária, mas provavelmente 2014 foi o ano em que gastei mais tempo com séries do que com filmes, graças ao fato de ter abraçado o streaming (Netflix) também neste segmento, assim como aconteceu com a música. Antes das listas, relembre uma singela homenagem aos showrunners no Top Homens Difíceis.

18.12.14

Operação Invasão 2

("The Raid 2: Berandal", 2014, Dir.: Gareth Evans)


★★★

O primeiro "The Raid" era punk rock, o segundo é uma ópera. O primeiro era uma paulada que parecia durar uns 3 minutos, agora tudo é grandioso, suntuoso, épico. Fora daquele prédio sujo, os cenários cresceram, a trama cresceu, o filme, pelo menos na duração, cresceu: a sequência tem 50 minutos a mais que o original.