18.12.14

Operação Invasão 2

("The Raid 2: Berandal", 2014, Dir.: Gareth Evans)


★★★

O primeiro "The Raid" era punk rock, o segundo é uma ópera. O primeiro era uma paulada que parecia durar uns 3 minutos, agora tudo é grandioso, suntuoso, épico. Fora daquele prédio sujo, os cenários cresceram, a trama cresceu, o filme, pelo menos na duração, cresceu: a sequência tem 50 minutos a mais que o original.

17.12.14

Sons of Anarchy - Primeira Temporada

(2008, de Kurt Sutter)


★★★★

O episódio final de "Filhos da Anarquia", exibido há poucos dias lá fora, teve a maior audiência do FX em sua história. Justo, já que o canal surgiu por aqui com um posicionamento focado no público masculino e nada pode ser mais macho que uma série sobre uma gangue de motoqueiros traficantes de armas. Um universo de Harleys, cervejas, tatuagens, cicatrizes, jaquetas de couro, mulheres peitudas, brigas de bar, muita camaradagem e rígidos códigos de honra.

8.12.14

Retrospectiva 2014: Discos do Ano

2014 foi o ano em que abracei o streaming, gastando meu Deezer pago e meu Spotify gratuito. Passei o ano estudando e ainda não sei qual dos dois é melhor. Abaixo, todos os discos lançados que tentei ouvir pelo menos uma vez, em uma ordem baseada em critérios absolutamente pessoais que não vou nem tentar explicar. Como aquecimento, relembre as 11 playlists do Deezer para ouvir antes de morrer e o ranking do ano passado. Agora sim, vamos ao que interessa:

14.11.14

The Americans - Primeira Temporada

(2013, de Joe Weisberg)


★★★★

A existência de uma série de espionagem que se passa em plena Guerra Fria já é motivo suficiente pra todo mundo deixar as reviravoltas de "Homeland" pra lá. Além do tema, "The Americans", do FX, tem outras semelhanças com a premiada série do Showtime: uma ex-estrela teen lutando para ser reconhecida como atriz madura (Keri Russell, a eterna "Felicity"), a locação (Washington), a paranoia constante e uma filha adolescente chata que se mete em confusões. Mas o charme da Era Reagan (quem diria que isso chegaria a existir?) e um cuidado especial ao retratar relacionamentos complexos sem descambar para o romance de Sidney Sheldon que virou a saga de Carrie Mathison fazem toda a diferença.

9.11.14

Boyhood - Da Infância à Juventude

("Boyhood", 2014, Dir.: Richard Linklater)


★★★★★

12 anos de filmagem acompanhando o crescimento do garoto Mason (Ellar Coltrane), como explica o desnecessário subtítulo brasileiro, da infância à juventude. "Boyhood" deve ser o primeiro filme da história a ter o seu making of usado como slogan, além, é claro, de ser pioneiro no ousado conceito.

7.11.14

Interestelar

("Interstellar", 2014, Dir.: Christopher Nolan)


★★★

Nenhum filme é comparado a "2001 – Uma Odisséia no Espaço" e sai impune. Se o mundo fosse mais honesto, teria comparado a nova ficção científica metafísico-espacial de Christopher Nolan aos mais modestos "Contato" – na relação familiar que ultrapassa as fronteiras do mundo como o conhecemos – e "Missão: Marte" – na exploração espacial com final esdrúxulo que coloca tudo a perder. Do Kubrick vamos aproveitar apenas o layout do monolito, aqui transformado em um robô com senso de humor, uma espécie de HAL 9000 que faz stand-up.

4.11.14

Sherlock - Segunda Temporada

(2012, de Mark Gatiss e Steven Moffat)


★★★

Leia sobre a primeira temporada aqui.

A segunda temporada de "Sherlock" começa onde a primeira parou, retomando um gancho bem bacana que se desenvolve de maneira bem decepcionante. Quase um pulo de tubarão, eu diria. Ao menos sabemos que o vilão Moriarty (Andrew Scott, o Mark Ruffalo britânico) vai dar trabalho. Moriarty é o Coringa do Sherlock, uma versão dele mesmo que deu errado, que seguiu outro caminho na vida, mas que ainda guarda muitas semelhanças, como a genialidade, a insanidade e uma certa tendência de se entediar com facilidade. A humanidade imbecil é muito chata para ambos, portanto eles precisam um do outro para seguir em frente.

29.10.14

Boardwalk Empire - Quinta Temporada

(2014, de Terence Winter)


★★★★★

Ninguém mais bebe hoje em dia? Nucky Thompson (Steve Buscemi) faz a pergunta depois de ver Chalky White (Michael Kenneth Williams) e Joe Kennedy (Matt Letscher) recusarem bebidas. Estamos em 1931, vivendo os efeitos da Grande Depressão de 1929, a Bolsa de Nova York continua em crise e o congresso dá os passos finais para acabar com a Lei Seca, que vimos começar lá na primeira temporada de "Boardwalk Empire". Um ciclo está para se encerrar e um império vai desmoronar junto com ele. Os tempos estão mudando. Agora que a bebida vai ser legalizada, parece que ninguém mais tem muito interesse por ela.

13.10.14

Big Star - Nothing Can Hurt Me

(2012, Dir.: Drew DeNicola)


★★★

Dos documentários sobre bandas ou artistas que por algum motivo não tiveram o merecido sucesso, os dedicados ao Anvil e ao Rodriguez continuam imbatíveis. O do Big Star, assim como a própria banda, tinha tudo para ser grandioso: brigas, ataques de inveja, gênios perturbados e infelizes, mortes prematuras, músicas lindas, fracasso comercial, um legado que influenciou gerações. Mas infelizmente, assim como a própria banda, se perde pelo caminho. Dá uma volta enorme entrevistando, sei lá, a ex-mulher de um dos membros da terceira formação da banda, quando é óbvio que o núcleo Alex Chilton e Chris Bell é o que importa. Os artistas influenciados, todos ansiosos pra declarar devoção eterna à banda, acabam tendo muito pouco tempo em cena. Membros do Teenage Fanclub e do REM ainda conseguem falar, mas os poucos segundos destinados ao Cheap Trick, responsáveis pela regravação que ajudou demais o Big Star a ser redescoberto nos anos 90 ("In the Street", da abertura de "That 70's Show"), são lamentáveis. Ainda assim, o encontro de críticos de música em Memphis, a banda punk de Chilton sendo cortada de um programa de TV tosco, o depoimento emocionado dos irmãos de Bell e a louvável tentativa de tirar o Big Star do ostracismo valem a pena.

10.10.14

The Strain - Primeira Temporada

(2014, de Guillermo Del Toro e Chuck Hogan)


★★

Uma trama de apocalipse zumbi com a epidemia se espalhando aos poucos em uma grande cidade. Só que os zumbis não são exatamente zumbis e sim vampiros. Eles mordem o pescoço da vítima, têm medo da luz do sol e respondem a um grande mestre, características típicas de um vampiro. Só que não são exatamente vampiros de dentes salientes e sim uns monstros terríveis que soltam uma língua imensa com presas que abraçam todo o pescoço da vítima de um modo meio alien. Só que eles não se comportam como aliens nem como vampiros e sim como zumbis, cambaleando pelas ruas e emitindo sons guturais. Deu pra entender?