19.4.15

Unbreakable Kimmy Schmidt - Primeira Temporada

(2015, de Robert Carlock e Tina Fey)


★★★

Numa cidadezinha do interior da América, a ingênua Kimmy Schmidt (Ellie Kemper) e outras três seguidoras de um pastor charlatão passam 15 anos presas num bunker esperando o apocalipse. O fim dos tempos não vem, elas acabam sendo libertadas e, ao conhecer Nova York em uma entrevista pra TV, Kimmy resolve começar uma nova vida em Manhattan.

8.4.15

Better Call Saul - Primeira Temporada

(2015, de Vince Gilligan e Peter Gould)


★★★★

Como todos já sabem, "Better Call Saul" é spin-off de "Breaking Bad", o que por si só gera preconceito. Primeiro porque parece oportunista demais, como sequência caça-níquel de um filme de sucesso. Segundo, porque o outro spin-off de Vince Gilligan foi uma série sobre Os Pistoleiros Solitários (coadjuvantes queridos e cômicos do "Arquivo X"), durou apenas uma temporada e ninguém viu.

16.3.15

House of Cards - Terceira Temporada

(2015, de Beau Willimon)


★★★

Atenção: este texto pode conter spoilers.

"House of Cards" perdeu boa parte de sua força em 2015 por não conseguir concorrer com a realidade da política brasileira. Convenhamos, aquele impeachment safado no final da segunda temporada não teve metade da sanguinolência demonstrada nos debates políticos daqui. Abra seu Facebook agora e comprove.

24.2.15

Arquivo X - Sétima Temporada

("The X-Files", 1999-2000, de Chris Carter)


★★★

Leia sobre a temporada anterior aqui.

A sétima temporada de "Arquivo X", marcada pela virada do milênio, foi onde tudo desandou de vez. Conflitos de egos, relatos de brigas entre David Duchovny e Gillian Anderson, esgotamento de temas, enfraquecimento da mitologia e uma sensação de que todos estavam tão de saco cheio que resolveram aproveitar o fim da festa para chutar o balde de vez. Os astros até ganharam um episódio cada para escrever, dirigir e desenvolver novos talentos, enquanto os capítulos isolados continuaram dependendo da criatividade de Vince Gilligan para brilhar.

20.2.15

Top Oscar 2015

Este top é uma homenagem à metalinguagem de "Birdman (ou qualquer que seja aquele subtítulo pretensioso)" e à sua crítica ácida ao recalque dos críticos, ao mundo moderno das redes sociais e a tudo mais que ele tenta atingir em nome da arte. A propósito: não se esqueça de participar do Bolão Oficial do Oscar e de clicar em "Play with friends" para concorrer com seus amiguinhos de Facebook.

9.2.15

House of Cards - Segunda Temporada

(2014, de Beau Willimon)


★★★

Atenção: este texto pode conter spoilers.

A primeira temporada já dava algumas pistas, mas é no começo da segunda que fica tudo evidente: "House of Cards" tenta ser inteligente mas não quer perder contato com o espectador médio, aquele que não entende muito bem todo o jogo político mas acha o máximo as piscadelas que o Frank Underwood (Kevin Spacey) dá para a câmera.

19.1.15

Electric Boogaloo: The Wild, Untold Story of Cannon Films

(2014, Dir.: Mark Hartley)


★★★★★

Para quem cresceu nos anos 80 e se apaixonou pela arte cinematográfica frequentando locadoras de VHS, a Cannon Films era mais importante do que qualquer nouvelle vague. A companhia criada pelos primos israelenses Menahem Golan e Yoram Globus era sinônimo de filmes exploitation com muitos tiros, peitos, roundhouse kicks, sangue, peitos, pancadaria, humor, peitos e cópias descaradas e de baixo orçamento de grandes sucessos hollywoodianos. Lançado em VHS por aqui pela saudosa América Vídeo, o catálogo da Cannon foi o mais próximo que eu, nascido no interior de São Paulo no final dos anos 70, tive do padrão Grindhouse de cinema.

15.1.15

The Walking Dead - Terceira Temporada

(2012, de Glen Mazzara)


★★★

Recapitulando: "The Walking Dead" começou com um piloto muito bom mas depois caiu bastante enquanto seus personagens procuravam um sentido na vida em uma Atlanta infestada de zumbis.

14.1.15

Hannibal - Segunda Temporada

(2014, de Bryan Fuller)


★★★★★

A segunda temporada de "Hannibal" supera a primeira em todos os sentidos, principalmente ao dar mais peso para Will Graham (Hugh Dancy). Se antes ele era uma espécie de Thiago Silva (2014), o capitão desequilibrado diante de uma pressão absurda, agora que está preso, traído e desacreditado, Will é um Romário (1994) chamando para si a responsabilidade da partida, de cabeça erguida como só os grandes craques são capazes de fazer. O novo Will sabe manipular, ironizar e sabe que, para encarar Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen), ele vai ter que jogar com outras regras.

30.12.14