14.7.07

My heart will go on - chapter IV

Depois da clonagem do cartão e de rever Twin Peaks, continuo meus testes cardíacos. Vi São Paulo X Curintia num bar em Leme ao lado dos corintianos mais chatos da minha infância/adolescência. Você acha que você é um corintiano chato? É por que você não conhece esses dois. A eles eu dedico a sequência do tabu, agora o maior tabu da história do confronto. Chupa! Mesmo com gol vergonhoso do Zelão aos 47 do segundo tempo. Não é só a linha que é burra, né Muricy?

Um dia farei um tratado sobre os amigos torcedores chatos da infância, que são capazes de definir o seu caráter e o modo como você encara as pessoas pelo resto da vida. Sei de pelo menos um amigo meu, santista, que odeia de morte todos os sãopaulinos do mundo graças à convivência comigo na infância, no glorioso período de Mestre Telê e Rei Raí. Esse tipo de bullying futebolístico deve explicar a origem e a proliferação da violência no futebol. Americano tem essa história de querer ser o rei do baile de formatura e capitão do time de futebol, brasileiro só quer ver seu time ser campeão pra chegar no outro dia na escola e mandar um "chupa" grandão pra todo mundo.

2 comentário(s):

Dani Varanda disse...

No início da década de 90 convivi com uma são paulina que me fez alimentar antipatia eterna pelo seu time, mesmo que nosso maior rival fosse o Palmeiras. Eu acho que esse tipo de gente te ajuda a a moldar seu caráter sim e a exercitar a sua tolerância também.

Uma pena que aos 10 anos de idade eu não tinha sensibilidade para separar as coisas. Poderia ter aproveitado a boa fase de um time para ver grandes jogos, mas preferia vê-la de boca calada para manter a amizade.

Daniel disse...

Sou eu?