27.2.09

Moment of surrender

RENATO GENARO THIBES,
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Descrição
No Line On the Horizon - Edição Limitada Digipack U2 Qtde. 1


Fazendo minha parte para manter a sobrevida da indústria fonográfica.

Em 1996, peguei fila na Ática (onde hoje é a FNAC Pinheiros) para comprar a coletânea em primeira mão. Não fiquei entre os primeiros da fila, não ganhei camiseta. Em 1997, comprei o "Pop" um dia antes do lançamento em uma lojinha muito suspeita da Av. Paulista. Em 2000, peguei fila na Saraiva do Shopping Iguatemi em Campinas para comprar "All that you can't leave behind" e ganhei camiseta. Em 2004, peguei fila na Saraiva do Shopping Morumbi em São Paulo para comprar "How to dismantle an atomic bomb" e ganhei camiseta. Este ano, não peguei fila, comprei online na Saraiva, e vem com camiseta.

Tradição é tradição. Não é um arquivinho digital de graça que vai estragar isso.

Corrente - CD#2

Chegou o segundo CD da corrente last.fm. Vamos à resenha:

User: Sexfaldur
Blog: this must be the place
Compatibilidade: High.
Status: minha fã. Ela paga pau pra mim porque eu sou foda.

Olha como funciona o preconceito. Eu esperava um monte de indie chato na coletânea da Laila, mas fui positivamente surpreendido. A produção ajudou, é claro. Houve um cuidado com a capinha e até o envelope ficou estiloso. Mas o melhor mesmo é que a Laila é fã de Jeff Buckley, um sujeito a quem eu nunca dei a devida atenção. Sua coletânea foi a desculpa que eu precisava para preencher esta lacuna na minha vida. Pois bem. O top começa com a melhor música dos Smiths, "There is a light that never goes out". Na sequência, já tem Jeff Buckley ("Mojo pin"), que se repete ao longo do disco ("Last goodbye", "Forget her" e "Morning theft"). A Laila gosta de mocinhas com vocais fofos (Cardigans, Aimee Mann, Cat Power) e da dobradinha REM ("At my most beautiful" e "You") e Radiohead ("Nude" e "Punchdrunk lovesick singalong"). Outras intersecções com meus próprios rankings englobam Eddie Vedder, que aparece bem colocado na sexta posição com "Long nights", e o Muse com a cover de "Can't take my eyes off you". De indie chato mesmo só o tal do Slowdive, com "She calls". Até a música do Damien Rice é bacana ("Root less tree"). Mas a grande surpresa é a fantástica sequência Brian Eno ("By this river") e Neil Young ("Such a woman"). Valeu o preço do ingresso (ou da postagem, no caso). Completam a escalação uma do pai do Jeff, o Tim ("Once I was") e uma do Smith solo, Morrissey ("I'm throwing my arms around Paris"), mantendo a coerência. Tudo muito bonito, mas dado o clima da coletânea, eu preciso perguntar: Laila, tá tudo bem com você? Precisa de uma ajuda, um apoio, um conselho, um ombro amigo? 4 estrelas para você. E aguarde os Bon Jovis da minha lista para alegrar a sua vida.

Constatação tardia



Alguém já reparou no nome da banda que canta o hino da Sessão da Tarde supralinkado? Katrina and the Waves. Lembra do furacão Katrina e das "ondas"? Pois é. Será que batizaram o furacão em homenagem à banda? Será que é tudo uma grande coincidência sem sentido? Será que o nome da banda era uma profecia e que "Walking on sunshine" já era uma ironia? Será que a banda é querida em New Orleans? Será? Será?

26.2.09

Melhor URL do mundo

www.teucu.com

Não é nada disso que você está pensando. É só o site da Toronto Electrical Utilities Credit Union.

Depois de dois posts gigantes, um post minúsculo para as mentes mais preguiçosas. E sujas.

25.2.09

No Line On The Horizon

(U2)



O que significa a ausência de uma linha no horizonte? Que não há limites, fronteiras ou um ponto de referência. Significa que na sua frente existe apenas o infinito. E o infinito, como "ela diz", é um ótimo lugar para se começar. É um pensamento grandioso, mas o U2 nunca foi de pensar pequeno.

As músicas de "No Line On The Horizon" podem ser divididas em dois grupos, que se misturam entre si como a foto da capa. O primeiro grupo, vamos chamá-lo de "mar", é o das típicas músicas do U2, reconhecíveis de imediato, que nos lembram alguma fase específica da carreira da banda. É do feitio do U2 passar meses em estúdio, trocar de produtores (Rick Rubin rodou), jogar material completo no lixo para começar tudo de novo quando descobrir um novo caminho... tudo para soar como o bom e velho U2 de sempre, só que diferente.

O segundo grupo, vamos chamá-lo de "céu", tem as músicas mais difíceis, mais complexas e mais originais da banda em muito tempo. Abusam dos truques de estúdio, capricham das várias camadas de sons e fazem valer os recursos eletrônicos disponíveis. Soam como projeto paralelo, como resultado do "Passengers", e não a toa desta vez o time de produtores formado por Daniel Lanois e Steve Lillywhite e capitaneado pelo mago Brian Eno foram alçados à categoria de co-autores.

A banda nem aparece na capa, o que não acontecia desde "Zooropa". Os quatro rapazes de Dublin Bono, Edge, Adam & Larry não estão mais sozinhos. Nem Bono está sozinho como frontman. Ao longo do disco, várias vezes ele canta em meio a um emaranhado de vozes, muito além dos sempre sensacionais backing vocals de The Edge. Sem a linha no horizonte, existe um sentimento de união muito forte ali.

No meio do caminho, não dividindo mas unindo as pontas entre futuro, presente e passado, está o polêmico primeiro single, "Get On Your Boots". Quando vazou na net, muita gente estranhou e mais gente ainda odiou. Parece "Vertigo" com "Discothèque", parece mais do mesmo, só que pior. "Sexy boots?" Você lê sobre as pretensões de Bono de evoluir na composição, de atingir o nível de seus heróis Van Morrison e Bob Dylan, e são "sexy boots" que você recebe depois de 5 anos de silêncio?

Fora da exigência do primeiro single e dentro do contexto de "No Line", "Get On Your Boots" perde essa importância. Não é a primeira faixa (muito mais importante, porque define o caminho artístico do álbum), é só o primeiro single (que define o caminho comercial do álbum, se é que isso ainda existe hoje em dia). "Boots" faz sentido em seus dois melhores momentos: no refrão "you don't know how beautiful you are" (fase "mar", pop e fácil) e na paradinha "let me in the sound" (fase "céu", etérea e espacial). "Boots" pede para não ser levada a sério. "Eu não quero falar sobre a guerra entre as nações", vindo de Bono, só pode ser sacanagem. Não duvido que a banda apareça com uma "Sexy Boots Tour" na sequência, com Bono colocando mais uma máscara em seu perfil de rockstar, depois de dois discos e duas turnês de cara limpa.

O conjunto de mar e céu sem linha divisória entrega o álbum menos pop do U2 desde o próprio "Pop". Talvez "No Line" seja o álbum que o "Pop" nunca conseguiu ser na época, seja pelas indecisões da banda, seja pela pouca receptividade do público. Talvez "Pop" tenha sido lançado na época errada, logo depois das obras-primas "Achtung Baby" e "Zooropa", logo depois da Zoo TV e naquela confusão de fim de milênio, hora perfeita para as nóias de "Ok Computer" e não para a ironia anti-consumista da PopMart.

"No Line On The Horizon" chega na hora certa, depois de dois discos que foram boas compilações de belas canções, mas não mais do que isso. "All That You Can't Leave Behind" e "How To Dismantle An Atomic Bomb" sentiam falta de um conceito, uma unidade. E isso "No Line On The Horizon" parece ter de sobra, o que o coloca como herdeiro imediato de "Zooropa" e "Pop".

Mais do que a habilidade dos músicos ou o carisma de seu vocalista, o que diferencia o U2 de seus seguidores (Kings of Leon, Killers, Coldplay) é a perfeita sintonia entre alma e conteúdo. O Coldplay tentou no ano passado, mas não basta contratar o Brian Eno. "Viva La Vida" foi uma espécie de laboratório para o produtor testar os novos limites do "pop rock de arena", mas deixar o Chris Martin em casa para trabalhar com gente grande deve ter sido um alívio para ele.

"No Line On The Horizon" é o disco mais coeso desde "Zooropa", o que por si só já é ousado, em uma época em que ninguém mais dá bola para álbuns com começo, meio e fim. "No Line" não tem potenciais singles, mas tem um arsenal de novos hinos de estádio que devem tornar a próxima turnê uma experiência ainda maior do que as anteriores. Coisa que os fãs da banda entendem, mas que o povão que está lá pela balada pode achar "nada a ver".

"No Line" começa no céu com a faixa-título (o que também não acontecia desde "Zooropa") que traz tudo que me faz gostar de U2: uma letra de múltiplos significados que se encaixa em diversas situações da vida, um "crescendo" que explode em um "ôôôô" típico e emocionante (muito repetido no disco), Bono cantando com paixão, backing vocals inspirados, sensualidade e espiritualidade. Infinitamente melhor que os hits "Vertigo" e "Beautiful Day", minha preferida do disco e séria candidata a melhor música do U2 na década.

"Magnificent" é mar, uma típica canção do U2 que poderia estar em qualquer outro disco anterior. Bono declara seu amor ao público e diz que nasceu para cantar para a gente. Ele não teve escolha. Só o amor pode deixar uma marca assim. Se a banda acabar logo mais, "Magnificent" pode ser o seu epitáfio. É uma música de identificação imediata, favorita de todo mundo que não se deu ao trabalho de ouvir o disco de novo.

"Moment Of Surrender" é céu e é outro nível. Uma baladona cheia de diferentes cenários e ambientações. Com mais de 7 minutos logo na terceira faixa, o U2 mostra que não está tão preocupado com hits radiofônicos desta vez, que há mais em "No Line On The Horizon" do que uma primeira audição descompromissada pode sugerir. De alguma forma ela se conecta a "Unknown Caller", que é tão U2, mas tão U2, que você se pergunta se já não a ouviu antes. Com introdução de "Bad" e um refrão de mantras em coro que soa como uma anti-"Numb", chamando o ouvinte a se levantar e tomar uma atitude. Os mantras usam expressões de computadores para passar sua mensagem e dar a ordem, usando uma linguagem familiar e dando outro significado a ela, como na minha preferida: "Force quit and move to trash". É como se os slogans da Zoo TV tivessem tomado conta da nossa cultura definitivamente. A ordem "restart, reboot yourself" faz a ponte com o verso da primeira faixa, "you put me on pause, I'm trying to rewind, reload and replay". Esses arcos narrativos são bem comuns no disco todo. E pra não ficar só no campo das mensagens, um elogio ao sublime solo de The Edge no final.

"I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight" tem esse título Britney Spears que deixou os fãs de cabelo em pé, mas é um alívio constatar que ela não tem nada de loucura teen fritando na balada. Segundo Bono, é a música mais "fofa" da banda desde "The Sweetest Thing", ignorando "Wild Honey" e "Original Of The Species", que também capricharam na doçura. "Crazy Tonight" é a mais mar do disco e tem alguns de seus melhores versos, também inseridos no contexto, seja ele o da chamada à ação ("toda geração tem uma chance de mudar o mundo"), seja na auto-referência do cantor/compositor/ativista/messias/celebridade/super-homem Bono, que tem plena noção de sua imagem na sociedade e adora brincar com ela ("o direito de ser ridículo é algo que eu prezo, querida").

Depois de "Get On Your Boots" confirmar sua posição intermediária no álbum, a roqueira "Stand Up Comedy" é a música mais Oasis que o U2 já gravou. É mar e mais uma vez convoca diretamente para a ação, desta vez de forma mais politizada em letra muito inspirada. Cita as duas torres, Deus ("pare de ajudar Deus como se ele fosse uma velhinha atravessando a rua") , o ego de rockstar ("tome cuidado com homens pequenos com grandes idéias" é Bono se comparando a Napoleão e a Hitler, uma piada interna na banda). Os temas frequentes da carreira do U2 aparecem de forma explícita e sem maquiagem, para quem não pescou a mensagem escondida nas outras faixas. Ao contrário do amigo Bruce Springsteen, o U2 não se acomodou no otimismo da era Obama. Estamos todos trabalhando em um sonho, mas sabemos que não é tão fácil assim chegar lá.

"Fez - Being Born" é a música mais céu do disco. Pela primeira vez fica evidente a influência do local escolhido para a gravação, a cidade de Fez, no Marrocos. Foi parar até no nome da música, coisa que nem Berlim conseguiu em "Achtung Baby". "Being Born" tem uma intro que repete o slogan "let me in the sound" antes de começar de fato e é quase instrumental - a misteriosa letra é quase um poema declamado. A fluência entre as faixas de "No Line" é algo a ser louvado. "Being Born" se transforma em "White As Snow", balada que poderia ser folk, caso não houvesse Brian Eno ali cuidando do clima. Aqui, Bono assume-se como narrador e demonstra de novo a boa forma como letrista.

"Breathe" joga o clima campestre lá longe com as guitarras mais pesadas do disco e uma letra atropelada que flerta com o psicodelismo e faz Bono perseguir outro de seus objetivos pessoais: compor a sua "I Am The Walrus". Repare nos "coocoodjoos" da letra. Já a "eletricidade perdida na rua" lembra Dylan, quando este cantava sobre "o fantasma da eletricidade" em versos que significaram barbaridades lá nos anos 60. Será que o U2 está abraçando a eletricidade novamente agora, em um outro nível? O cuidado com a produção rebuscada de "No Line On The Horizon" me diz que sim.

"Cedars of Lebanon" termina serena como uma tradicional faixa de encerramento do U2, na linha "Love Is Blindness", mas guarda um lado negro como "Dirty Day". Afinal, falar de inimigos no Líbano é sempre perigoso. Eu duvidada que o Bono ainda fosse capaz de me surpreender como vocalista, mas depois de tudo que ele aprontou aqui, o encerramento sóbrio, como um crooner desiludido, surpreende de novo e demonstra a maturidade da banda. The Edge mais contido dá espaço para o lado jazz de Larry Mullen Jr. e para um solo de Adam Clayton. Bono termina o álbum sombrio, alertando para a escolha sábia de seus inimigos.

A cada nova audição de "No Line On The Horizon", a linha entre o céu e o mar desaparece um pouco mais. Há décadas atrás, Bob Dylan descobriu um jeito de estender sua carreira infinitamente, através de uma determinada técnica vocal e de códigos matemáticos que explicam a estrutura de uma canção. Para uma banda acostumada a se renovar e a envelhecer no topo do mundo, o U2 não poderia nem sequer pensar em se repetir de novo. Seria como decretar o fim da carreira, ou no mínimo a estagnação no novo milênio - o que, para eles, dá no mesmo. Mas de alguma forma parece que o U2 seguiu Dylan e descobriu a fórmula para uma carreira eterna, sem horizontes definidos, deslizando na superfície das coisas, como "Achtung Baby" já previa.

Talvez o U2 tenha se reinventado mais uma vez, ou talvez seja apenas um último impulso, uma energia extra, um sprint final antes da chegada. O fato é que "No Line On The Horizon" tem algo a dizer e é desafiador tentar entender o que é. A mensagem que eu captei até aqui é que existe todo um universo a ser explorado bem ali na frente. Basta levantar e seguir em frente.

23.2.09

81º Oscar

Prólogo - Na falta de um bolão oficial, na sexta-feira imprimi os indicados e dei meus chutes. Vamos ver se me saio bem, mesmo não concorrendo com ninguém.

Dia 22 de fevereiro, domingo de Carnaval. Horário de Brasília. Transmissão: TNT.

21h00 - Começa a pré-festa do Oscar. Rubens Ewald Filho e Chris Nicklas apresentam o programa. Dois correspondentes da TNT no tapete vermelho aparecem esporadicamente, e eles falam espanhol. É foda ser brasileiro. A TV aberta compra os direitos de transmissão mas prefere passar o Carnaval. Aí você tem que se virar pra conseguir uma tv a cabo no meio do feriadão - no meu caso, troquei uma noite agradável no meio do mato por uma noite quente na cidade. E na hora de falar do tapete vermelho, os lazarentos da tv a cabo falam outra língua, porque estão trabalhando para a América Latina e não para você. O Oscar definitivamente não foi feito para brasileiros. Rubens e Chris falam sobre o favorito "Quem quer ser um milionário?", sobre os efeitos especiais de "O curioso caso de Benjamin Button", sobre as injustiças das indicações, a crise econômica e os figurinos no tapete vermelho. A conclusão é que Hollywood não pode perder o glamour por causa de uma crisezinha idiota.

21h30 - Rubens desce a lenha em Mickey Rourke e elogia Sean Penn. Ele diz que Penn foi injustiçado ano passado, com "Na natureza selvagem". Eu vi o filme na Mostra na mesma sala que ele, e no final de sessão ele não me pareceu tão satisfeito assim.

21h35 - Gus Van Sant dá uma entrevista no tapete vermelho e a TNT não traduz, deixando pro Rubens explicar depois. Acho ótimo.

21h40 - A TNT presta sua homenagem a Heath Ledger, o dono ausente da noite.

21h48 - Entrevista com as crianças de "Quem quer ser um milionário?" no tapete vermelho. Elas falam todos ao mesmo tempo e gritando, não entendo porra nenhuma, mas é sensacional mesmo assim.

21h54 - Termina a pré-festa do Oscar com um clipezinho apresentado pelo Rubens.

22h00 - Começa a transmissão oficial do tapete vermelho. Kate Winslet é demais. Josh Brolin e Diane Lane, o casal mais legal do momento (Ellen Aim e um Goonie, minha gente! dane-se o Brad Pitt e a Angelina Jolie). Amy Adams eu te amo. Matthew Broderick merecia coisa melhor que a Sarah Jessica Parker. Brad e Angelina são cortados pelo intervalo. Ha Ha.

22h15 - Miley Cirus, Zack Efron, Vanessa Hudgens... É Oscar ou MTV Movie Awards? Mickey Rourke aparece parecendo um cafetão, pra botar ordem na casa.

22h20 - Entram os auditores que carregam os envelopes com os vencedores. O pessoal lembra o boato da lista de vencedores que "vazou" na net semana passada. Era uma cartinha vagabunda assinada pelo presidente da Academia. Parecia piada do Cocadaboa. Tenha dó. 81 anos sem falhar e teve gente que acreditou nisso? Os vencedores do Oscar são mais confiáveis do que a eleição presidencial. O gosto dos eleitores pode ser duvidoso, mas isso são outros quinhentos.

22h28 - Já é a quinta ou sexta vez que vejo o comercial das Havaianas e a cerimônia ainda nem começou. Saco.

22h30 - Começa a cerimônia. Hugh Jackman vem ao palco. A tradutora da TNT é excelente e muito rápida. Jackman fala da recessão e diz que mesmo sem dinheiro fará um número de abertura, o que resulta num número musical "suecado". Não é tão engraçado, mas o Hugh Jackman é um sujeito legal de qualquer forma. Melhores momentos: quando ele reclama que Batman não foi indicado e quando confessa que não viu "O Leitor".

22h42 - Homenagem às vencedoras de atriz coadjuvante. Cinco vencedoras de outras edições aparecem para anunciar a vencedora da categoria na noite. Uma inovação dessa cerimônia. Cada vencedora faz um discurso elogiando uma candidata do ano. É diferente, é bonito, mas eu preferia o clipezinhos com cenas dos filmes. Do jeito que ficou, parece aqueles discursos do Bial em dia de eliminação no BBB.

22h48 - Melhor atriz coadjuvante. Meu chute: Penélope Cruz. Quem ganha: Penélope Cruz, por "Vicky Cristina Barcelona". Merecido! Ponto pra mim.

22h52 - Explicação do que é um roteiro. Steve Martin e Tina Fey entram ao palco. Com todo o respeito a Hugh Jackman, eles deviam apresentar essa porcaria. O modo de apresentar os indicados é muito bom, com cenas dos filmes e o roteiro em sincronia.

22h56 - Melhor roteiro original. Meu chute: "Milk". Quem ganha: "Milk", Dustin Lance Black. Ainda não vi, mas deve ser merecido. Mais um ponto pra mim. Eu devia ter feito bolão esse ano.

23h01 - Melhor roteiro adaptado. Meu chute: "Quem quer ser um milionário?". Quem ganha: "Quem quer ser um milionário?", Simon Beaufoy. Merecido. Eu devia pelo menos ter participado de algum bolão esse ano.

23h03 - Jennifer Aniston e Jack Black apresentam prêmio de animação. Black diz que ganha muito dinheiro com animação todo ano, dublando pra Dreamworks e apostando todo o salário na Pixar, quando chega o Oscar. Muito bom. Segue um clipe bacana com várias animações do ano.

23h06 - Melhor animação. Meu chute: "Wall-E". Quem ganha: "Wall-E". A Pixar did it again, Black comemora. Ponto pra mim. Gabaritando no meu bolão particular.

23h08 - Melhor curta animado. Meu chute: "This way up". Quem ganha: "La maison en petits cubes". Uma hora eu tinha que errar uma.

23h15 - Sarah Jessica Parker e Daniel Craig apresentam o prêmio de direção de arte. Meu chute: "O curioso caso de Benjamin Button". Quem ganha: "O curioso caso de Benjamin Button". Prêmio óbvio, nem vou comemorar.

23h19 - Bond e a fashionista apresentam também o prêmio de figurinos. Meu chute: "O curioso caso de Benjamin Button". Quem ganha: "A duquesa". Marmelada, filme de época (daquela época)sempre ganha.

23h23 - E eles continuam no palco para apresentar o prêmio de maquiagem. Meu chute: "O curioso caso de Benjamin Button". Quem ganha: "O curioso caso de Benjamin Button". Outra barbada. Benjamin é praticamente um filme de maquiagem.

23h25 - O rapazinho de "Crepúsculo" (fazendo biquinho e cara de galã de Orkut) aparece com a menina de "Mamma Mia!" (não sei o nome deles) para anunciar uma montagem com os filmes românticos do ano, com trilha do Coldplay e a certeza de que "Wall-E" foi o melhor romance de 2009.

23h32 - Ben Stiller e Natalie Portman (linda) apresentam prêmio de fotografia. Stiller vem imitando a nova fase excêntrica de Joaquin Phoenix. Muito bom. Meu chute: "O curioso caso de Benjamin Button". Quem ganha: "Quem quer ser um milionário?", Anthony Dod Mantle. Gostei de ter errado.

23h37 - Já vi o comercial das Havaianas mais de 10 vezes. Inferno.

23h38 - Jessica Biel (linda!) apresenta um resumo daqueles prêmios técnico-científicos que ninguém dá bola. Pobres geeks da indústria cinematográfica, inventam técnicas e equipamentos malucos e não têm o devido reconhecimento. Tudo bem, pelo menos ganharam abraço da Jessica Biel esse ano.

23h42 - As melhores comédias do ano ganham uma vinheta de Judd Apatow com Seth Rogen e James Franco como dois maconheiros rindo dos filmes e fazendo micagens. Eles também riem dos dramas do ano, no mesmo pacote. Rubens comenta: "é claro que eles estão sob o efeito da erva!".

23h46 - A dupla da erva apresenta o prêmio de curta-metragem ao lado do diretor de fotografia Janusz Kaminski. Meu chute: "New boy". Quem ganha: "Spielzeugland". Se eu soubesse que tinha um curta sobre o Holocausto concorrendo, eu votaria nele.

23h51 - Até agora acertei 60%.

23h52 - Hugh Jackman comemora o sucesso do musical "Mamma Mia!" e dá início a um número criado por Baz Luhrman, com participação de muitos dançarinos e da gloriosa Beyoncé revivendo clássicos musicais das antigas. Mas a Academia quer se renovar, então aparecem os casaizinhos de "High School Musical" e "Mamma Mia!" também. The musical is back!, Jackman grita. O Oscar está gostando dessa coisa de homenagear "gêneros" esse ano.

00h00 - Havaianas de novo. E só agora vejo a vantagem do Oscar no Carnaval: amanhã não tenho que acordar cedo. Que beleza.

00h01 - Homenagem aos atores coadjuvantes premiados. Expectativa pelo prêmio para Heath Ledger, meu chute, óbvio. Se o Jack Nicholson fizer discurso pra ele, eu vou chorar. Não, Jack não está entre os 5 vencedores de outrora. Pena. Javier Bardem, o vencedor do ano passado, também está ausente. Quem fala a Ledger é Kevin Kline.

00h08 - Quem ganha: Heath Ledger, por "Batman - O Cavaleiro das Trevas"! Sua família recebe o prêmio póstumo (o segundo na história). O público aplaude de pé. Lagriminhas. Minhas, da Angelina Jolie, da Kate Winslet, de todo mundo.

00h11 - Candidatos a melhor documentário aparecem. Meu chute: "Encounters at the end of the world". Quem ganha: "Man on wire", que segundo o Rubens era favorito.

00h17 - Candidatos a melhor documentário curta, apresentado por um documentarista que eu desconheço. Meu chute: "The final inch". Quem ganha: "Smile Pinki". A incrível história de uma menina com lábio leporino. Deve ser interessantíssimo.

00h19 - Havaianas de novo. "Nossa, que formosura. Imagina isso aí na minha humilde residência." Sem graça pra cacete esse comercial. Tem o da Volkwagen também, do alemão falando "é nóis", que é mais engraçadinho. A Bohemia também patrocina o programa, mas não aparece tanto quanto os outros. Ah, não ouvi ninguém falando do Obama até agora. Acabou o hype?

00h22 - Wolverine apresenta mais um gênero: os filmes de ação de 2009. Bem legal. No final das contas, deram um jeito de homenagear todos os grandes filmes hollywoodianos do ano com essa história dos "clipes de gêneros".

00h25 - Will Smith apresenta Oscar de efeitos visuais. Meu chute: "O curioso caso de Benjamin Button". Quem ganha: "O curioso caso de Benjamin Button". Fácil. Próximo, por favor.

00h28 - Melhor som, ou edição de som. Meu chute: "Batman - O Cavaleiro das Trevas". Quem ganha: "Batman - O Cavaleiro das Trevas". Yeah!

00h30 - Will Smith ainda, para melhor mixagem de som, ou efeitos sonoros. Meu chute: "Batman" de novo. Quem ganha: "Quem quer ser um milionário?". Zebra!

00h34 - Will Smith de novo, para melhor montagem, ou edição. Meu chute: "Quem quer ser um milionário?". Quem ganha: "Quem quer ser um milionário?", Chris Dickens. Merecidaço!

00h38 - Por enquanto, Milionário 4 x 3 Curioso. E eu acertei 10/17.

00h41 - De um professor aloprado para outro: Eddie Murphy apresenta o Prêmio Jean Hersholt para Jerry Lewis, louvando seu belo trabalho criança-esperança. Legal ver que, aos 82 anos, Jerry não está mais obeso como esteve uma época. E seu discurso foi curto.

ooh5o - A orquestra toca trechos das trilhas indicadas. Meu chute: "Quem quer ser um milionário?". Zack Efron e Alicia Keys apresentam. Quem ganha: A. R. Rahman, "Quem quer ser um milionário?". Merecidaço! Mais um indianozinho sobre ao palco. Se não me engano, o Danny Elfman nunca ganhou. Já deve ser um dos maiores losers da história do Oscar, hein?

00h56 - Indicados a melhor canção original. Mais 3 números musicais. Este é aquele momento em que viro de costas para a TV, em protesto contra a não-indicação do Bruce Springsteen por "The Wrestler". Meu chute: "Wall-E". Mas tô achando que vão coroar a festa indiana de novo. Agora entendi: não indicaram o Chefe porque não teria como intercalar sua canção acústica com toda aquela dança indiana no número musical. O Wall-E mesmo ficou perdido ali no meio (Peter Gabriel nem quis participar). Rubens concorda comigo: "É, Bollywood chegou mesmo a Hollywood".

01h01 - Quem ganha: "Jai Ho", de "Quem quer ser um milionário?". Rubens acha que já estão exagerando.

01h02 - Havaianas de novo. E eu penso: ano que vem todo mundo já esqueceu da Índia de novo, não? O boom indiano de "Slumdog" no Oscar é igualzinho à modinha causada pela novela das oito. Cada um tem a Gloria Perez que merece.

01h05 - Liam Neeson e Frida Pinto apresentam o prêmio de filme estrangeiro. Aquele que não tem nenhum brasileiro. Meu chute: "Valsa com Bashir", de Israel. Quem ganha: "Departures", do Japão. Rubens fica emocionado.

01h10 - Queen Latifah anuncia a homenagem ao pessoal que foi desta pra melhor. Enquanto ela canta, aparecem Bernie Mac, Cyd Charise, Michael Crichton, Pat Hingle, Roy Scheider, Isaac Hayes, Ricardo Montalban, Stan Winston, Charlton Heston, Anthony Minghella, Sydney Pollack e Paul Newman, entre outros. Heath Ledger não apareceu. Devem ter considerado o Oscar póstumo uma homenagem suficiente.

o1h16 - Havaiana e Volkswagen de novo. Essa fase das homenagens e números musicais sempre é a parte mais arrastada e chata, não tem jeito. A coisa estava indo até bem ágil, mas sempre empaca nessa parte. Agora é hora de dar um gás nas principais categorias e acabar logo com isso.

01h18 - Reese Whiterspoon anuncia os indicados a melhor diretor. Meu chute: Danny Boyle. Quem ganha: Danny Boyle, "Quem quer ser um milionário?". Yeah! Pelo conjunto da obra, fuck yeah! Até o começo desse ano, nunca imaginei que fosse ver Boyle ganhando um Oscar. Sério. Isso é muito legal. Vi e gosto de todos os filmes dele. Até dos ruins. E o David Fincher deveria ter levado por "Zodíaco", que nem foi indicado pra nada.

01h25 - Homenagem às atrizes que já venceram, com as 5 que vão discursar. Halle Berry, talvez a mulher mais bonita da noite. Sophia Loren, por sua vez, parecendo um Frankenstein. Que horror. Meu chute: Kate Winslet. Kate Winslet. Kate Winslet. Quem ganha: Kate Winslet, "O Leitor". Não vi ainda, mas torci pelo conjunto da obra. Deu pra perceber o quanto ela queria ganhar o carequinha dourado.

01h36 - Homenagem aos atores que já venceram, com os 5 que vão discursar. DeNiro faz o melhor discursinho da noite para Sean Penn: "Como ele consegue todos os grandes papéis de homem?". Meu chute: Mickey Rourke. Quem ganha: Sean Penn, "Milk". Aplaudido de pé. Nem fiquei chateado por errar o palpite. Sean Penn reina e reina forte.

01h46 - Rá! Sean Penn falou de Obama, do orgulho que tem de viver em um país governado por ele. E ainda chamou Mickey Rourke de irmão.

01h47 - Steven Spielberg vem entregar o prêmio de melhor filme. Sempre ele. Deve ser o cara que mais entregou esse prêmio. E eu sempre acho legal. O clipe dos indicados faz paralelo entre os concorrentes deste e de outros anos. E não colocaram Forrest Gump com Benjamin Button pra não causar constrangimentos, certamente. Meu chute: "Quem quer ser um milionário?". Quem ganha: "Quem quer ser um milionário?". A essa altura do campeonato, óbvio e merecido.

01h55 - O Milionário goleou: 8 prêmios, contra 3 pro Curioso. Batman chegou perto, com 2, junto com Milk. E eu acertei 14/24, um aproveitamento de 58,3%. Tá bom.

Notas:
Para a justiça: 9/10 - Boyle, Penn, Winslet, Cruz, Ledger, achei tudo certo.
Para a cerimônia: 6/10 - Mudaram um monte de coisa, mas continuou arrastada.
Para o apresentador: 7/10 - Hugh Jackman dançou, cantou, mas não foi lá grande coisa. Foi ofuscado pelos convidados. Volta, Jon Stewart!
Para a transmissão brasileira da TNT: 8/10 - Não atrapalhou.
Para a Globo: 0/10 - Espero que o Carnaval carioca tenha sido ótimo.

Leia mais sobre:
Vicky Cristina Barcelona
O Curioso Caso de Benjamin Button
O Lutador
Quem Quer Ser Um Milionário?
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Wall-E

20.2.09

Carnaval 2009

Pra não dizer que não falei mal do Carnaval esse ano, eis uma analogia que me ocorreu hoje.

Carnaval, pra mim, é isso aqui:



Uma Bavária sem álcool e quente.

Entenda como quiser.

PS: Esse ano, além de tudo, a Globo não vai transmitir o Oscar por causa do Carnaval. Com isso, a emissora iguala o absurdo do ano passado, quando passou um jogo lazarento da série B e deixou um jogo decisivo da série A para o "show do intervalo".

Mulher de fases

Eu estava devendo uma post sobre mulheres itermitentes, denominação muito adequada criada por uma grande amiga minha.

A definição é simples: são as mulheres que não conseguem manter uma sequência, uma regularidade no comportamento. Param de falar com você do nada. Vão comprar cigarro e nunca mais voltam. Deixam o MSN no "ocupado" e nunca mais respondem. Têm dificuldades em manter uma troca de e-mails. Te deixam no "pause", somem e depois voltam para dar um "resume" como se nada tivesse acontecido. É a vingança contra séculos e séculos de homens que não ligaram no dia seguinte.

É diferente de ser "de lua" ou bipolar (que tá na moda), porque nem sempre eu tenho certeza de ser uma intermitência involuntária, com explicação psicológica. Na maioria das vezes é preguiça, descaso, falta de respeito mesmo. Bipolar é o caralho. 90% das menininhas que se dizem bipolares só precisam de uma desculpa pra ouvir Placebo e ler Clarah Averbuck.

Então, num daqueles momentos mágicos de identificação musical, descobri que o Bono já havia escrito tudo, me poupando o trabalho de ir mais fundo na explicação.

I know a girl who's like the sea
I watch her changing every day for me

One day she's still, the next she swells
You can hear the universe in her sea shells

I know a girl with a hole in her heart
She said infinity is a great place to start

Time is irrelevant, it's not linear
Then she put her tounge in my ear

The songs in your head are now on my mind
You put me on pause
I'm trying to rewind, reload and replay

Every night I have the same dream
I'm hatching some plot, scheming some scheme

I'm traffic cop, due de marais
The sirens are wailing but it's me that wants to get away


(U2, "No line on the horizon")

Não é a letra oficial, pode haver erro, mas dane-se, passou a mensagem, não passou?

Eu gosto de levar as coisas adiante. Eu gosto de manter a regularidade, igual o São Paulo Futebol Clube. Por isso ganhamos os campeonatos de pontos corridos todo ano.

O mata-mata é emocionante e prova que você tem sangue correndo nas veias. Mas nos pontos corridos é onde você demonstra seu caráter. Leve esta lição para a vida.

Mulheres intermitentes, vão para o diabo que vos carregue.

19.2.09

Anti-estatuto do futebol

Como hoje abri um precedente para textos que não são meus, vou aproveitar a divulgar o anti-estatuto do torcedor criado pelo glorioso Marco Bressan, meu colega palmeirense. O texto já é sensação em blogs palmeirenses por aí, mas cabe a todas as torcidas. Apesar de eu ser o típico sãopaulino torcedor de sofá, eu admiro o empenho dos fiéis torcedores de arquibancada, aqueles que estão sempre lá, faça chuva ou faça sol. Gostaria de dedicar o post a todos os sãopaulinos corneteiros que já estão achando que a Libertadores acabou por causa de um empate sofrido na estreia. Eu vejo de outra maneira: time que faz gol de bicicleta aos 48 do segundo tempo tem estrela. É sorte de campeão.

Leia e reflita:

Conclusões, recomendações, devaneios e mantras de um torcedor de arquibancada.

1. Futebol não é festa.
2. Futebol não é divertimento.
3. Futebol não é um bom lugar para passeio.
4. Futebol não é um ambiente saudável, ao contrário, é doentio.
5. Evite levar criança ao estádio, a menos que esta seja mais madura que você (no meu caso não é difícil).
6. Evite levar mulher ao estádio, a menos que ela seja mais homem que você.
7. Evite levar qualquer pessoa ao estádio que não esteja focada na vitória do seu time.
8. Não use uma partida de futebol para networking profissional e/ou social. O ideal é que ao te verem no estádio, todos se envergonhem de você.
9. Acredite em você, nas suas impressões e opiniões sobre seu time.
10. Despreze completamente a opinião da imprensa esportiva.
11. Se você acha que seu time vai ganhar, talvez ele ganhe.
12. Se você acha que seu time vai perder, ele vai perder. Vá ao jogo assim mesmo.
13. Não deixe que o trabalho atrapalhe o futebol.
14. Não deixe que nenhum programa ou compromisso atrapalhe o futebol.
15. Não deixe que um romance atrapalhe o futebol.
16. Não deixe que nada atrapalhe o futebol.
17. Acima do futebol, só a saúde. Ela que te permite viver para o futebol.
18. Seu melhor amigo é o seu time.
19. Despreze quem não gosta de futebol.
20. Ignore quem não gosta de você pelo fato de você gostar de futebol.
21. Fique onde você quiser no estádio, ignore os lugares numerados.
22. Nunca assista ao jogo ao lado de um torcedor adversário.
23. Odeie seu adversário no dia do jogo.
24. Identifique seu inimigo e odeie-o todos os dias da sua vida.
25. Debata com torcedores adversários verdadeiros, menospreze os farsantes.
26. Se um dia você for a um estádio sem alambrado, fossa ou qualquer divisão para o campo sinta vergonha. O Brasil não é a Inglaterra.
27. Não relaxe durante o jogo.
28. Evite sorrir durante o jogo.
29. Não xingue os jogadores do seu time durante o jogo. Alguns merecem, mas não vai adiantar.
30. Xingue a arbitragem em todos os jogos, isso te fará bem.
31. Não se esforce por ingressos para torcedores ocasionais e oportunistas. Cuide do seu e dos legítimos habitantes daquele espaço sagrado.
32. Refute ser tratado como consumidor, você é apenas torcedor. Por sinal, você é muito mais que consumidor.
33. Cuide da sua própria segurança, nunca espere nada da PM.
34. Proteja-se da PM.
35. Volte do estádio sempre com a sensação do dever cumprido.

Shit test dummies

Não costumo postar textos dos outros aqui, mas vou abrir uma exceção para este pequeno manifesto pró-carne, cortesia de um amigo meu que prefere manter o anonimato. Sabe como é, os vegetarianos são idealistas violentos e pode haver retaliação.

Leia e reflita:

Esses dias assisti a um documentário na TV sobre um teste de privadas. Basicamente o Inmetro verificava se as privadas atendiam as normas técnicas.

Ao testarem a descarga eles jogavam 3 camisinhas recheadas dentro do vaso, apertavam a descarga e viam se os shit test dummies desciam todos de uma vez só.

Mas ao testar a descarga simulando fezes de vegetarianos constataram um problema. A simulação foi feita com bolinhas de isopor, já que o bolo fecal de vegetarianos tem outra consistência.

E ao puxar a descarga as bolinhas de isopor não desceram. Ao invés disso ficaram boiando na superfície como guimbas de cigarro.

Pra se livrar das fezes vegetarianas os técnicos concluíram que são necessárias entre 3 e 4 descargas em média, senão as folhinhas que acompanham o chá verde simplesmente não descem.

Ou seja, os vegetarianos nada mais são que inimigos do meio ambiente pois desperdiçam milhares de litros de água para poderem se livrar de seus dejetos.

E num mundo ecologicamente correto isso é inaceitável.

Creio que devamos fazer uma campanha para trazer esse debate ao seio do povo, já que esse é um problema gravíssimo.

Coma carne e economize água. Bote a chuleta pra assar e ajude a salvar o mundo.

18.2.09

Operação Valquíria

("Valkyrie", 2008, Dir.: Bryan Singer)



Alguns alemães reclamaram da escalação de Tom Cruise como o Coronel Claus von Stauffenberg devido a sua opção religiosa. Algumas coisas nunca mudam, não é mesmo? Ninguém parou pra pensar que seria ótimo um astro de Hollywood emprestando seu carisma a um personagem alemão em plena Segunda Guerra. Afinal, a idéia era mostrar que nem todos os alemães eram facínoras assassinos cruéis naquela época. Sim, tinha gente querendo matar Hitler e sua corja, e limpar a imagem do país perante o mundo.

O Coronel Stauffenberg não foi o único, foi apenas o último a tentar a missão impossível. Não é preciso manjar muito de história pra saber que ele não conseguiu. O que você não sabe é o quão longe ele e seus parceiros conseguiram chegar. "Operação Valquíria" vale por esses dois motivos: observar o lado da resistência alemã, pra variar, e sofrer torcendo por um time que já entra em campo derrotado.

O complô envolvendo militares alemães de altas patentes acontece mais nos bastidores do que no campo de batalha. Assim, o filme de Bryan Singer com roteiro de seu comparsa Christopher McQuarrie (de "Os Suspeitos") fica fechado em escritórios e reuniões estratégicas, passando longe dos cenários de um filme de guerra. Faz falta uma visão exterior, um olhar sobre o mundo caindo lá fora, algo mostrado rapidamente no prólogo. Até para justificar a locação em Berlim, afinal pra que a equipe foi rodar o filme lá se 98% da ação se passa em interiores?

Retomando a questão Tom Cruise, chegamos a um ponto importante: o ator não consegue transmitir tragédia e fragilidade ao personagem, mesmo maneta e sem um olho - o que o deixa mais parecido com um caricato vilão de 007 das antigas do que qualquer outra coisa. Você torce por ele, mesmo sabendo que ele não foi bem sucedido, mas não consegue se afeiçoar ao sujeito. Bill Nighy, por outro lado, transborda esse perfil frágil, com medo em cada olhar. Afinal, você está tentando matar Hitler, o maior vilão da História. Você tem obrigação de temer pelo pior. Cruise apenas esboça algum desespero quando o plano começa a ir para o vinagre e ele não consegue entrar em contato com a mulher e os filhos.

O elenco coadjuvante traz nomes de respeito como os ótimos Terence Stamp e Tom Wilkinson, além de um pouco aproveitado Kenneth Branagh (imagine ele no papel principal!) e de uma pouco aproveitada Carice van Houten (de "A Espiã"), como a esposa do Coronel. A eles o roteiro reserva algumas soluções fáceis, como diálogos que batem na mesma tecla repetidas vezes ("nem todos os alemães são maus") e atitudes desnecessárias (quando ela coloca a mão na barriga demonstrando outra gravidez para você ficar ainda mais solidário à causa do Coronel, como se o futuro de toda a humanidade já não fosse motivo suficiente).

"Operação Valquíria" não é dos melhores filmes de Bryan Singer, nem é o filme marcante que sua história real poderia proporcionar. Mas é um bom suspense com a Segunda Guerra de pano de fundo (o que é sempre legal), e algumas atitudes heróicas que, se não chegam a emocionar como um William Wallace, pelo menos nos motram um outro lado da História que não estamos acostumados a ver.

PS: Bizarra a transição onde Tom Cruise começa falando alemão e termina falando inglês. Pra que isso, meu Deus?

Trailer

17.2.09

10 anos

Este ano a Teoria Pedestáltica, meu one hit wonder, completa 10 anos de vida. Você sabe que o Radiohead está vindo ao Brasil só por causa disso, não sabe? Você acha que o Los Hermanos tá escalado a toa? Tá no contrato que eles serão obrigados a tocar "Creep" e "Anna Julia". Então não perca! Dia 22 de março, compareça à megafesta de aniversário da Teoria, o maior Creep's Day da história.

Mas as comemorações não param por aí. Depois de passar por HPG, Kit.net, Geocities, CJB.Net e sei lá mais quais hospedeiros e redirecionadores gratuitos, a Teoria Pedestáltica agora virou blog, seguindo as tendências das redes sociais da web 2.0.

Atualizem seus favoritos. Acessem. Nem precisa ler tudo. Eu sei que é muito grande e ninguém tem paciência (o Google Analytics não me deixa mentir, 1% chega no último capítulo). Mas cliquem nos banners de publicidade, pra finalmente eu ganhar uns centavos com isso. Depois de 10 anos só no altruísmo, já era hora.

Corrente - CD#1

Chegou o primeiro CD da corrente last.fm. Vamos à resenha:



User: fabi-mi
Blog: léribi
Compatibilidade: Super.
Status: "miguxa blogueira" jamais encontrada pessoalmente.

Como nossa compatibilidade é "super", nem posso falar mal do gosto musical da moça, seria um tiro no pé. E nem deveria. A gloriosa Fabi tem um belo top que mistura alguns dos meus artistas preferidos a cantoras fofuxas muito bem-vindas como Dido e Norah Jones (Norinha minha vida, Norinha meu amor). Cada uma delas aparece duas vezes, a Dido inclusive com a medalha de ouro por uma música que eu não conhecia ("Life for rent"). Isso não quer dizer nada, a única música da Dido que eu conhecia era aquela que o Eminem gravou. Nas primeiras posições, compartilho com a Fabi "Read my mind" dos Killers. Bruce Springsteen aparece com duas faixas do "Magic" ("Last do die" e "Long walk home") e eu percebo que ela gosta de fazer parzinhos. Também com duas aparições: Pearl Jam ("Given to fly" e "Daughter"), Radiohead ("All I need" e "Jigsaw falling into place"), REM ("She just want to be" e "Monty got a raw deal") e Keane. Eu ia dizer que o nível caiu com o Keane, mas como as duas deles são do primeiro disco ("Bend and break" e "Somewhere only we know"), vou relevar. Sozinhos ainda aparecem Duran Duran ("Ordinary world", foda), Wilco ("Sky blue sky") e Simon & Garfunkel ("I am a rock"), a única menção pré-anos 90 da lista. Eu recomendaria à nobre colega uma boa dose de Aimee Mann, para completar o quadro das mocinhas, e mais velharia. Mas sem críticas aqui, Fabi está no caminho certo. Parabéns! 4 estrelas pra você.

16.2.09

Soberano

O São Paulo Futebol Clube nunca perde. Se por um acaso o time adversário termina o jogo com um número maior de gols, é porque nós "bambeamos" ou "amarelamos" ou "pipocamos". Escolha seu sinônimo preferido. Perder, jamais.

O São Paulo Futebol Clube também nunca empata. Se o jogo termina com o mesmo número de gols para os dois lados, é um "empate com sabor de vitória" para o rival. Sempre. Todos comemoram o empate com o São Paulo.

Ou seja, perder ou empatar não existe em nosso vocabulário. Ou pelo menos no vocabulários dos adversários, quando o assunto é o São Paulo. Eles mesmo fazem questão de se rebaixar. Complexo de inferioridade, é o nome disso.

Eu não me importo. Considero um elogio. É o preço que se paga por dominar essa merda de futebol brasileiro há pelo menos 4 anos.

O duro é aguentar a choradeira. Reclamam dos 10% de ingressos, reclamam do juiz, reclamam da polícia, reclamam do regulamento, reclamam de tudo. Conseguiram um "empate vitorioso" contra nossa time reserva, deveriam estar comemorando. Achei que eles já estivessem acostumados a apanhar da polícia. Afinal, não é isso que define o "maloqueiro e sofredor"?

15.2.09

Unidos Pelo Sangue

("The Indian Runner", 1991, Dir.: Sean Penn)



My name is Joe Roberts I work for the state
I'm a sergeant out of Perrineville barracks number 8
I always done an honest job as honest as I could
I got a brother named Franky and Franky ain't no good


Avalie o artista, entre outros quesitos, pela inspiração que sua obra transmite a outros artistas respeitáveis. Em 1991, Sean Penn escolheu estrear como diretor adaptando para o cinema a letra da canção "Highway Patrolman", de Bruce Springsteen, do álbum "Nebraska" de 1982. Penn escreveu e dirigiu "Unidos Pelo Sangue", aplaudido pela crítica e bem comentado no circuito alternativo na época, mas injustamente esquecido depois, pelo menos aqui no Brasil.

Como conta o primeiro verso da música, "Unidos Pelo Sangue" traz a história de dois irmãos, um bom e honesto, o outro mau e bandido. O bondoso é Joe (David Morse), policial de uma cidadezinha caipira do norte dos EUA. Profissional exemplar, pai de família, em dia com suas condutas morais e éticas. O malvado é Frank (Viggo Mortensen), que sempre foi um garoto-problema, mas que voltou especialmente perturbado do Vietnã. Joe é casado com a doce mexicana Maria (Valeria Golino), Frank namora a doidinha Dorothy (Patricia Arquette). Joe valoriza a família acima de tudo, e vai fazer o possível e o impossível para manter o irmão mais novo ao seu lado e botá-lo na linha.

David Morse, ator subestimado, passa longe do papel de mocinho moralista. Viggo Mortensen, em sua primeira grande oportunidade em um elenco principal, mete medo em cada mudança repentina de expressão, fazendo uma espécie de laboratório para os papéis que Cronenberg lhe daria mais de uma década depois. O belíssimo elenco ainda tem um sereno Charles Bronson como o pai dos rapazes e Dennis Hopper numa pequena, mas importante, participação. Ou seja, só sujeito macho.

Sean Penn presta sua homenagem ao cinema alternativo americano de caras durões, dedicando o filme a Hal Ashby e John Cassavetes. Apesar de usar o Chefe apenas na inspiração e não na trilha, ele consegue colocar elementos da "mitologia springsteeneana" ao longo de todo o roteiro, e vai fundo na importância da família por perto - o que seria a chave do aclamado "Na Natureza Selvagem", sua consagração como cineasta respeitável. A trilha sonora fantástica fica por conta de Jack Nitzsche e de um punhado de clássicos como "I Shall Be Released" de Dylan na versão da The Band, que encerra o filme.

Só costumo falar de lançamentos por aqui, mas achei que era o caso de abrir uma exceção para "Unidos Pelo Sangue". Agora que Sean Penn, Bruce Springsteen e Viggo Mortensen têm seus talentos reconhecidos e estão na moda, é legal saber que os três já andaram aprontando juntos em um filme que merece ser (re)descoberto.

Trailer:

14.2.09

Lei Seca colabora para o alcoolismo


Esse carrinho você pode dirigir bêbado!

Não sei se já fizeram algum estudo relacionado ao tema mas, no que depender de mim, a tal da Lei Seca só aumentou o consumo de álcool.

Desde que a lei foi implementada, tomei alguns dos maiores porres da minha vida, só pra aproveitar o táxi.

No geral, o preço do táxi é só um pouco maior do que os estacionamentos e flanelinhas de São Paulo costumam cobrar.

A explicação psicológica é simples: se você não vai dirigir e não deve nada a ninguém, não há motivos para não enfiar o pé na jaca.

Se você sai de táxi, mesmo que não esteja com vontade de beber, vai se sentir pressionado a virar o caneco só pra não perder a oportunidade.

Assim, a Lei Seca já entra para a lista dos grandes motivos para se encher a cara, ao lado das mulheres que dão pé-na-bunda, das mulheres que botam chifres, das mulheres intermitentes (assunto a ser abordado com maior profundidade em breve), enfim, das mulheres de um modo geral.

13.2.09

Lições da semana



1.
Se você é muito bom em alguma coisa, não tem por que mudar de ramo. Não se mexe em time que está ganhando. Passarinho que acompanha morcego acaba dormindo de ponta-cabeça. Não tente abraçar o mundo. Ser o melhor em alguma coisa não o qualifica para ser bom em todas as outras. Conheça e aceite suas limitações. Sossega o faixo. Fica na tua. Ou, concluindo: se você é o maior piloto da história da Fórmula 1 e só anda de Ferrari, pra que diabo vai se meter a andar de moto?

2.
Cada um é responsável por suas escolhas nessa vida. O que você é hoje, suas conquistas, seu patrimônio, seu modo de vida, tudo é resultado de alguma escolha que você fez em algum momento. Nem tudo que você quer, você consegue. E nem tudo que você quer é seu. Às vezes, o que você tem é apenas o que você precisa ter. Às vezes, o que você tem é tudo que você merece. Ou, concluindo: se o seu time não tem estádio, o problema é seu.

3.
Também aprendi que "Do You Love Me" do The Contours é a música mais divertida de todos os tempos. E que todas as melhores músicas da história que não estão em "Top Gun" estão em "Dirty Dancing".

12.2.09

Festival do meio minuto

As melhores produções audiovisuais do Brasil desde a "retomada" estão aqui.

Urso de Bronze: "Dá carrim não"



Sinopse: Dois cearenses estão envolvidos em uma disputada partida de Winning Eleven. Um deles não aceita que o outro, de nome Má, dê carrinho. Má não quer abandonar a prática violenta e antidesportiva. Ele vai pagar por isso.

Análise: Um retrato obtuso e urgente da influência do videogame, do futebol, da televisão e da cultura de massa sobre a vida moderna, um estudo profundo sobre a violência e a ignorância que assolam este país devastado pela miséria. Literalmente, um tapa na cara da sociedade brasileira.

Urso de Prata: "Lídio fresco boiola"



Sinopse: Lídio é um artista incompreendido que tenta gravar a si mesmo cantando sua canção preferida, no que é interrompido por um garoto preconceituoso. O garoto insiste em atrapalhar os anseios criativos de Lídio. Ele vai pagar por isso.

Análise: A falta de perspectivas da juventude brasileira é retratada de maneira cruel, onde o garoto preconceituoso representa toda a censura, a homofobia e a intolerância de uma nação carente. A volúpia artística manifestada dentro do carro e a imersão em uma outra dimensão através do walkman representam a decadência de uma civilização que avança na tecnologia, mas retrocede na paz de espírito. A banda Fresno saiu vencedora do Grammy de melhor canção emo em curta viral do YouTube.

Urso de Ouro: "Liciane pescotapa"



Sinopse: Um casal de irmãos canta sua canção infantil, pueril e lúdica, quando é abordado por Liciane, a saliente prima descolada que veio da cidade grande cheia de malemolência. Intimidada pela presença marcante da prima, a menininha se atrapalha com a complexa letra da canção. Ela vai pagar por isso.

Análise: O despertar da sexualidade e da maldade na infância, a perda da inocência, a crueldade do mundo em estado bruto. Em sua ginga marota, Liciane faz justiça com as próprias mãos sem remorso, sem moralismos, sem consciência, e põe um fim a uma era, representando todas as Maízas e as Mallus Magalhães de um mundo que explora a criança desde cedo. Um mundo globalizado e competitivo que não aceita erros, onde a ingenuidade e os fracos não têm vez. A canção "Batatinha Frita Com Manteiga" já é um clássico.

Eu, etiqueta

As 5 marcas que me definem enquanto ser humano:



Registrado lá no 5brand.

É coisa de publicitário, é claro, então as marcas mais citadas são Converse e Apple. Mas tenho orgulho de incluir o Todo Poderoso Lemense, à galeria. Vai, Azulão! Mostra que Leme não é só trote, cerveja e bosta de vaca!

11.2.09

Revistinha

"Plano 9 do Espaço Sideral"

É tão ruim quanto dizem. Alienígenas cafonas ressuscitando alguns defuntos sem nenhum motivo. Bela Lugosi e seu dublê andando pra lá e pra cá sem rumo. Cortes vagabundos, diálogos precários, muitos e muitos planos repetidos. Os OVNIs pendurados em fios não são nada perto do cenário do cockpit, com caixotes de papelão nos comandos e uma cortina como porta. Ed Wood era bom mesmo. Agora me empolguei, vou baixar todo o catálogo da Troma.

"Soul! The Very Best of Motown"

É tão bom quanto dizem. Se você tiver que escolher um disco pra levar pra ilha deserta, dê uma engambelada e leve essa compilação (são 4 CDs). Você não precisa de mais nada pra ser feliz. Nenhuma festa ficará incompleta. Nenhum momento de fossa ficará sem uma trilha sonora perfeita. Dica lá do Doho.

Criança mimada sempre quer mais um pedaço de bolo

A birra continua. Agora, o Corinthians chamou o São Paulo de feio, bobo e cara de mamão. No final da carta, colocaram o emoticon da linguinha:

:P

Update:
Chegou a nova camiseta comemorativa do Timão.

10.2.09

Hexa - DVD Oficial do Campeão Brasileiro 2008

(2009)



E a estante do sãopaulino segue ficando pequena para tanto DVD de título. Como o Brasileirão do ano passado foi decidido na última rodada, os produtores do DVD oficial não tiveram tempo de acompanhar o favorito ao título por aí, bolando documentários sobre torcedores como no DVD do Penta. No DVD duplo do Hexa, o grande atrativo são mesmo os gols, que vêm no disco bônus do Tri. São todos os gols das conquistas de 2006, 2007 e 2008, pra você relembrar que até Alex Dias e Lenílson tiveram seus bons momentos no Tricolor. Mais de uma hora de bola na rede, com imagens do pay-per-view e algumas narrações da Jovem Pan. Destaque para o gol antológico de Dagoberto contra o Inter. Ainda acho que podiam caprichar mais no áudio, deixando o verdadeiro do estádio, por pior que seja. Aquela trilha sonora de músico de estúdio imitando Coldplay não tem graça nenhuma. As montagens com gritos de torcida também não enganam ninguém. No disco principal, uma bela reportagem com entrevistas de elenco e diretoria comentando a trajetória do Hexa, cheia de "mitologias": os 11 pontos de diferença, a arrancada no segundo turno, Hernanes tornando-se craque durante a competição e elevando a moral da tropa com suas previsões de conquista, a vingança contra o gás de pimenta da porcada, o terrorismo no estádio do Vasco, as broncas do Muricy... Demais. Dessa vez, o ídolo Rogério Ceni aparece em segundo plano, como um Obi-Wan Kenobi orientando a molecada. Muricy retorna com todo seu folclore e cutuca Luxemburgo sempre que tem uma oportunidade. Mas talvez o mais emocionante seja mesmo ver o logo da 20th Century Fox na abertura. Mais do que melhorar a distribuição do DVD, a Fox que já nos deu Star Wars, Arquivo X e Simpsons agora introduz o São Paulo Futebol Clube a sua galeria. Nada mais justo, afinal o soberano Tricolor é mesmo um fenômeno pop.

Trailer:

Questão de criação

Notícia de Leme:

"(...) alguns veteranos teriam agredido os alunos e dado um banho nos calouros com animais mortos e estrume de animais. Os estudantes também teriam sido obrigados a comer ração de cachorro, nadar na lama e ingerir muita bebida alcoólica."

Ué, lá em Leme a gente é criado assim, não sei por que o espanto. Por isso lá não tem menininhos Lenny e menininhas Mallu Magalhães, criados a leite com pêra e ovomaltino pela vovó em condomínio fechado.

9.2.09

Ninguém vai ouvir você gritando



Depois de meses de hibernação, o 31 Filmes finalmente foi atualizado.

Na minha casa, quem manda sou eu

Fazendo valer o estatuto do torcedor, o São Paulo resolveu que, a partir de agora, time visitante só tem direito a 10% do Morumbi. Algo que o Palmeiras já faz há muito tempo no Chiqueirão. Nada mais justo. O estádio é nosso, o mando de campo é nosso, por que dividir? Solidariedade com os menos favorecidos, com os sem-teto? Como time judiado, maloqueiro e sofredor, o Corinthians já levou pro lado pessoal. O presidente da cara (de pau) furada disse que vai haver retaliação, quando o mando for deles. Aí você pergunta: retaliação aonde, se eles não tem estádio? Ah é, no Pacaembu. Então o Corinthians manda jogo num estádio menor e arrecada menos, só pra fazer sua birrinha de menina mimada traída. Sem contar a parcela de arrecadação do Pacaembu que vai direto pra conta do Gordo, de acordo com aquelas negociações bizarras que eles fazem por lá. Ou seja, não vai sobrar muita renda pro Corinthians. Muito inteligente! Pra completar o cenário de humilhação, o São Paulo começou a vender pacotes de ingressos pra primeira fase da Libertadores. Se você comprar essa semana, ganha de brinde um ingresso pra ver São Paulo X Corinthians domingo. Tô quase comprando o pacote e dando o ingresso-brinde pra algum corintiano desesperado. Vamos fazer uma boa ação, né gente?

8.2.09

The whiskey's gone dry

Receita infalível para uma festa de casamento perfeita: um bom whisky e um bom DJ. Só.

Ajuda um querido casal de noivos que fala coisas bonitas para você quando deveria ser o contrário.

Se você está preparando a sua festa, ouça meu conselho: invista em whisky e em um bom DJ (banda que se lasque, não pense no desemprego da classe artística nessas horas). O resto é perfumaria.

Eu sei que o noivo leu meu blog em pleno dia do casamento, então pode ser que ele leia também na lua de mel, tipo o marido da Sandy. Por isso vou registrar meu mantra meio Soldado Ryan aqui, para ele e para ela:

"CONTINUEM A DAR O EXEMPLO"

Não é um desejo, é uma ordem. Vocês entenderam.

Agora, algumas considerações de um publicitário, sobre cerimônias de casamento no geral:

1. A Igreja Católica precisa de um redator.
Alguém precisa dar um tapa naqueles textos. Sabe, nada contra a fase gospel do Bob Dylan, mas eu sinto falta de uma farofada mais Jon Bon Jovi nas cerimônias de casamento. O amor de Deus é lindo, mas quem resolve se casar não se casa pelo amor a Deus, e sim pelo amor ao próximo. Deu pra entender ou será que vou queimar no inferno?

2. A Igreja Católica precisa de um diretor de arte.
Em pleno ano de 2009, não deveríamos mais estar usando paletó e gravata, minha gente. Vamos dar um tapa nesse layout, pelo amor de Deus. Vamos criar um tipo de design universal específico para casamentos e deixar o terno pros executivos e motoristas da Viação Cometa. A moda não evolui? Ainda não inventaram nenhum outro traje social fino masculino para a noite? Pra que servem todos aqueles fashion weeks? Por que o monopólio? Quem controla a indústria da roupa social?

3. A Igreja Católica precisa de um atendimento.
Mentira, não precisa não. Ninguém precisa. Só citei aqui pra sacanear os atendimentos.

6.2.09

Quando o Pelé me mata de vergonha

O ego do Pelé está emitindo cheques que não pode pagar. O Rei do Futebol agora quer retomar a "carreira" de cantor, e pretende lançar dez (DEZ!) discos nos próximos anos. Dez porque é seu número da sorte. Se fosse o Zagallo, seriam treze.

Não é a primeira vez que Pelé atua na posição. Relembre a carreira de sucesso de Pelé como cantor:



Mas os planos do Rei não param por aí. Em seus discos, ele pretende emular Frank Sinatra em seu clássico "Duets", fazendo parcerias com Mick Jagger, Bono, Elton John, Rod Stewart e Paul Simon. Pelé disse que é só convidar que eles topam na hora. Não duvido. Todos esses caras já passaram vergonha na carreira antes. Alguns deles até fizeram da vergonha uma nova carreira.

Pelé cometeu uma injustiça com o pessoal da sua própria classe, os boleiros que já se enveredaram pelo ramo musical, como o Doutor Sócrates, o pagodeiro Marcelinho Carioca, o corcunda de Notre Dame Carlitos Tevez e o roqueiro Ronaldo (aquele dos Impedidos). Não por acaso, todos corintianos - portanto, de gosto duvidoso. Não por acaso, nenhum deles foi convidado pelo Rei. Nem o próprio Rei Roberto Carlos (o cantor, não o jogador que arruma a meia), o que causaria um imbróglio diplomático nessa eterna disputa pela monarquia brasileira.

Não, Pelé não quer saber de seus colegas, Pelé é um artista.

O Frank Sinatra também tinha um ego enorme, mas nunca pediu pra jogar com a camisa 10 do Santos.

Only in dreams

Parece história de filme de Sessão da Tarde dos anos 80, mas não é. O inglês Adam Pacitti, de 20 anos, sonhou com uma menina. Adam, que é cabaço, teve o melhor momento de sua patética existência durante o sono. Pedestalizou uma personagem onírica. Agora, ele está percorrendo o mundo para encontrá-la. Já desistiu da Inglaterra e no momento procura nos EUA.

Adam, que não sabe desenhar, tem apenas o retrato-falado meia-boca da "menina dos sonhos" e a doce lembrança de seu wet dream com ela. Com esses dois elementos e o site oficial da ação, ele acha que vai conseguir.

Na condição de ex-conselheiro sentimental online, devo advertir o menino: o mestre Roy Orbison já dizia que certas coisas só acontecem nos sonhos, Adam. Mesmo que você venha a encontrar a tal menina, é bem provável que na vida real ela não seja nada disso. Vou usar um exemplo do seu universo, pra você entender: sabe o Second Life? Pois é. Nos sonhos (e nas comunidades virtuais) elas são sempre perfeitas mesmo.

De qualquer forma, analisemos a imagem:


Você conhece essa mocréia?

Adam, meu camarada. Você está procurando nos lugares errados. Cola aqui em Sampa que eu te apresento umas quinhentas baranguinhas com esse perfil. Só na Funhouse você já vai encontrar umas trinta.

A propósito: eu também sonhei com o amor da minha vida outro dia. Acordei, peguei um papel e fiz este pequeno esboço:



Se alguém conhecer, por favor, me manda o MSN dela. Grato.

5.2.09

Quando o cinema me mata de vergonha



Aí um diretor meia-boca resolveu fazer uma continuação não-oficial do clássico dos clássicos "Ruas de Fogo", aproveitando os dois únicos atores do filme original decadentes o suficiente pra topar a empreitada: Michael Paré (o Tom Cody) e Deborah Van Valkenburgh (a irmã dele).

Obviamente, nem sinal de Walter Hill e Diane Lane. Tem lá umazinha qualquer revivendo Ellen Aim e outrazinha como a McCoy. Tudo filmado com cenários falsos (pense em "Sin City", exclua o dinheiro e o talento artístico) e lançado de maneira independente, mas independente MESMO, tipo só pros amigos verem.

Que deprimente. "Ruas de Fogo" merecia destino melhor. "Road to Hell" tem tudo para bater "Vampiros 2" (aquele com o Jon Bon Jovi) como filme mais lamentável de todos os tempos.

Site oficial aqui.
Página do IMDb aqui.

Quando o Brasil me mata de vergonha


Foto: G1

Nós não temos o mínimo de estrutura. Nossos estádios são toscos, fedidos e caindo aos pedaços. Nossos hotéis e nossos aeroportos são insuficientes. Nosso transporte público é limitado, nosso trânsito é caótico. Nós não sabemos vender ingressos de maneira organizada. Nossa polícia é incapaz de garantir a segurança.

Mas tudo bem, porque nós temos sósias do Chaplin, do Elvis, da Marilyn e do Obama.

E uma criatividade assombrosa para criar coisas como COPANTANAL.

Para provar que o Brasil é um grande Corinthians, agora nós temos uma porção de maquetes, projetos, planejamentos, orçamentos e promessas de reformas, adaptações ou construções de estádios.

A diferença é que a FIFA, as seleções e todo o mundo do futebol precisam de tudo pronto até 2014.

Desolação

do Lat. desolatione

s. f.,
ruína;
devastação;
aflição;
tristeza;
acto ou efeito de desolar;
isolamento.

Exemplo prático:


"Desolation Row", Bob Dylan, 1965

44 anos de involução da espécie depois...


"Desolation Row", My Chemical Romance, 2009

Eu falei. Acertei até que eles não conseguiriam decorar a letra. Transformaram o épico de 11 minutos em uma tralha "hardcore" de 3. Se o mundo fosse justo e o Obama fosse bom mesmo, a prisão de Guantánamo continuaria aberta para casos como este.

Separados no nascimento:

Fashion



Ok, fazer camiseta com filme do Tarantino, Laranja Mecânica e Trainspotting e vender por 80 reais pro povo modernete de São Paulo é fácil. Agora, fazer camiseta com a frase da Meg Ryan e com os nomes de TODOS OS PILOTOS DE TOP GUN, isso é para profissionais.

Em tempo: eu quero todas. E se uma moça aparecer na minha frente com uma camiseta dessas, eu caso na hora.

4.2.09

O folclore do mau humor


O caso Muricy Ramalho.


O caso Christian Bale.

Baita tempestade em copo d'água estão fazendo com nossos amigos mal humorados. Todo mundo já deu e já levou esporros desse tipo no trabalho, no trânsito, no supermercado, na pelada do fim de semana, na reunião de condomínio do prédio. O que pesou nos dois casos foram os colegas das "vítimas" que tomaram as dores. Muita frescura. Devia todo mundo ir pro bar resolver a pendenga com um brinde de cerveja, e não se fala mais nisso.

No final das contas, a atitude do Muricy foi genial porque estão falando disso até hoje e ninguém mais lembra que o São Paulo tomou um vareio do Santo André. E a atitude do Batman foi genial porque chamou a atenção para um filme que tem tudo para ser ruim, além de fazer todo mundo esquecer a ausência de Schwarzenegger na série. Quem precisa do Governator quando temos o Bad Ass Bale em ação, chutando traseiros metálicos?

This Is England

(2006, Dir.: Shane Meadows)



1983, a Inglaterra ainda sente os efeitos da Guerra das Malvinas e a conservadora Margaret Thatcher vence as eleições. O garoto de 12 anos Shaun (Thomas Turgoose), que perdeu o pai na guerra, vive solitário arrumando briga na escola e nas ruas, até ser acolhido por uma gangue que se torna sua nova família.

A vida segue boa e divertida para aquela turma de cabelo raspado e coturno no pé, até a volta de Combo (Stephen Graham), o líder que cumpria pena. Combo é o militante psicótico que prega o racismo e um novo nazismo disfarçados de Nacionalismo. Ou seja, logo a vida vai deixar de ser divertida para Shaun e seus amigos, porque eles estão se tornando skinheads.

"This is England" é uma espécie de "A Outra História Americana" versão inglesa, porém mais cru e realista por dois motivos: a) a direção "câmera na mão" de Shane Meadows, que, com um incrível elenco desconhecido de molecada, é um Larry Clark melhorado e menos apelativo; b) o fato de Meadows ter se inspirado em suas próprias experiências na infância para escrever o roteiro.

E se lá havia Edward Norton, aqui temos Stephen Graham, numa atuação tão impressionante que você chega a acreditar que cataram o sujeito na rua, depois de algum confronto entre hooligans. Pior: seu personagem é tão bem trabalhado que, quando ele assume a figura paterna de Shaun, você até acha bacana. O crescimento de Shaun ao longo do filme, de molequinho pavio curto a adolescente tomando uma decisão importante na vida, também impressiona.

"This Is England" é um soco no estômago, um barril de pólvora, um retrato dos anos 80 muito diferente das bobagens que estamos acostumados a ver. Vencedor de vários prêmios do cinema independente britânico, nunca chegou aos cinemas brasileiros e nem tem título traduzido.

Mas não é só por aqui que ele é subestimado. Em sua página no IMDb, "Gandhi", "Coração Valente" e "Sansão e Dalila" estão incluídos como filmes relacionados. Vai entender...

Trailer:

Filmes online?

Acabo de receber este link: MyMovieStar.Net. Fiquei chocado. Ninguém vai fazer nada? Vão deixar a turma acabar com as salas de cinema, com as locadoras e até com os torrents? Quando a gente começa a se acostumar com alguma nova forma de ver filmes, vem alguém e te empurra uma nova alternativa. Não quero, obrigado. Eu sou retrô.

PS: Mas que é legal poder ver "Mamma Mia!" durante o trabalho, isso é.

3.2.09

Losing my religion



Outro dia fui buscar uma correspondência na portaria do meu prédio e o porteiro simpaticamente me entregou um folhetinho com "palavras de Deus". Eu não sou de recusar gentilezas, achei aquilo bacana da parte dele, levei o folhetinho pra casa e deixei no meu lugar preferido para leituras rápidas: o banheiro.

Não foi um menosprezo, eu realmente gosto de deixar sempre disponível no banheiro esses folhetos interessantes com lançamentos de locadoras, catálogos de lojas virtuais, revistinhas gratuitas, bulas de remédio, essas coisas. Não há lugar melhor para isso do que o bom e velho banheiro.

Um belo dia peguei pra ler o tal do folhetinho divino. Ele começava bem, falava sobre anjos e demônios, mais especificamente sobre a origem de Satanás. Um assunto que me interessa bastante. Aliás, demônios, zumbis, a Segunda Guerra Mundial e piadas sobre o Corinthians são basicamente meus assuntos preferidos nessa vida. Fiquei entretido com essa frente do folheto, apesar de não contar muita novidade. O anjo que se rebelou contra Deus, Adão e Eva, a maçã, aquelas coisas que a gente já conhece.

Ao virar para ler o verso do folheto, veio a surpresa. Do nada, o texto começou a atacar o Espiritismo, dizendo que todas as manifestações espíritas (mediunidade, psicografia, etc.) são manifestações de demônios falando com a gente. Bem, se você já tinha medo de fantasmas, multiplique seu medo por mil, porque eles são todos diabos querendo comer sua alma. Até o Patrick Swayze em "Ghost" era um demônio querendo comer a Demi Moore. Esqueça aquele romantismo ingênuo e pueril com "Unchained Melody".

O texto ia longe na sua difamação ao Espiritismo, e então resolvi conferir quem assinava tudo aquilo. Em letras miúdas, estava lá: Testemunhas de Jeová. Como diria o sábio, I should have known better. Quantas guerras religiosas não começaram assim?

O porteiro deve saber que eu tenho em casa o "Evangelho Segundo o Espiritismo" (embora nunca tenha lido direito), que eu ouço rock alto, que eu não uso a internet apenas para pesquisas escolares (cof cof) e que eu leio "a palavra de Deus" no banheiro. Por isso uma bela noite eu vou acordar amarrado na cama com ele e seus amigos ao meu redor, praticando um ritual de exorcismo pra expulsar o capeta do meu corpo. Foi-se o tempo em que eu tinha medo de demônios e não dormia a noite depois de ver "O Bebê de Rosemary" ou "A Profecia". Hoje eu tenho muito mais medo das pessoas.

Deus que me livre de iniciar uma discussão religiosa aqui, mas deve ser por isso que não consigo me envolver profundamente com religião nenhuma. É o mesmo problema da grande maioria das bandas de rock: as idéias e as intenções podem até ser boas, mas os fãs sempre fodem tudo.

2.2.09

Tributo


Foto: Playmobil.com.br

Hans Beck, o inventor do Playmobil, morreu hoje aos 79 anos. Fica registrada a homenagem ao criador do melhor brinquedo de todos os tempos.

Operação Tom Cruise



Entre um Elton John e um Radiohead, eis que o Brasil recebe a visita de Tom Cruise, outrora o maior astro do cinema. Ele perdeu o trono para o Will Smith, mas sempre vai manter seu lugar cativo em nossos corações.

Veja, Will Smith até é um cara legal, mas não se compara. Top Gun é melhor que Independence Day. Guerra dos Mundos é melhor que Homens de Preto. Minority Report é melhor que Eu, Robô. E por aí vai. O problema de Tom, além da religião e da preferência por esposas chatinhas, é que seu ego sempre emitiu cheques que nem sempre ele pôde pagar.

[Relembre meu top 10 melhores momentos da carreira do Tom Cruise]

Hoje Tom Cruise já faz parte de uma geração passada, suas fãs histéricas são donas de casa, mães de família ou gordinhas saudosistas (veja você mesmo), igual o Bon Jovi. O que não diminui em nada minha admiração pelo sujeito. Elvis em Vegas nos ensinou que a decadência tem o seu valor.

Acho que as visitas de astros hollywoodianos ao Brasil deveriam ser melhor exploradas, indo além de conteúdo besta para a mídia fofoqueira. Harrison Ford e Will Smith já vieram tomar água de coco na praia e ninguém ficou sabendo. Tom Cruise poderia tranquilamente fechar o Via Funchal pra uma série de shows, nos quais ele poderia cantar "You've lost that loving feelin'" (com participação especial de Anthony Edwards), dançar e dublar "Old time rock'n'roll" de cueca, fazer malabarismos com bebidas e muito mais. Eu pagaria pra ver isso.

Super Boss

Seus pébas terceiromundistas, ficam aí discutindo o Paulistinha quando todo mundo sabe que o mais importante evento esportivo de ontem foi o Super Bowl. Não pelo jogo em si, mas pelo show do Chefe no intervalo, é claro. Assiste aí e veja por que o Bruce Springsteen é a Ivete Sangalo dos EUA. E "Born to Run" é "Poeira".

1.2.09

Filosofia